Matéria publicada no site KARTINGMANIA (Portugal) - 18/01/2002


Biland - Impressões de pilotagem



Quando se perfila mais um Mega-troféu, o Biland World Challenge, e a adesão de muitas organizações ao motor que lhe dá o nome, é interessante conhecer as impressões colhidas por dois pilotos de reconhecidos méritos: Beto Nini e Átila Abreu.

Se o primeiro somou recentemente o Campeonato Paulista 2001 ao seu invejável palmarés, o segundo, "apenas" Bi-campeão Brasileiro (com 14 anos), está este ano empenhado no Campeonato Europeu, na Taça do mundo e no Campeonato Pan-americano, para além dos campeonatos no Brasil.

Fiquemos então com os comentários dos pilotos:

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"A primeira impressão que o Biland dá, não é a de um kart, mas sim a de um monoposto", disse Beto Nini. "Você aperta um botão logo à frente do banco e rapidamente é dada a partida no motor. O ronco não lembra um kart, mesmo os de quatro tempos – Esse ano competi de F4 Suzuki, que é quatro tempos – Quando começa a andar, o "painel" no meio do volante começa a te dar um monte de informações, como rpm, temperatura, etc. Só falta ter eu trocar de marcha. Me senti em um monoposto", completou o Campeão Paulista Light de F4 Suzuki 2001.

Nini, após poucas voltas já estava bem adaptado ao Biland, fazendo tempos cada vez mais baixos e próximos aos dos karts dois tempos.
O set-up do chassi que fazia conjunto com o Biland não era o correto para o traçado curto da pista da Granja Viana. O kart estava equipado com um pneu MG, selo verde e três com selo amarelo.
Nitidamente a aproximação de curva estava comprometida, posto que o kart "passarinhava" nas freadas mais fortes e "pregava" no chão, levantando roda. Mesmo assim, Nini virava 43s, duro!

O piloto sorocabano, Átila Abreu (McDonald's/ Unibanco AIG Seguros), que estava no Kartódromo Internacional Granja Viana efetivando treinamentos com sua equipe, ultimando treinamentos para sua estréia no kartismo europeu, aproveitou a oportunidade e também deu algumas voltas com o Biland, comparando com o motor de dois tempos 100cc que estava utilizando para treinamentos.
"O Biland só perde um pouquinho para o 100cc no final de reta. A velocidade final é um pouco menor. Porém a retomada de velocidade é fantástica, já que o Biland tem muito torque em baixa rotação", afirmou o vice-Campeão Paulista Graduados B, de 2001.

Após uma dezena de voltas, Beto Nini declarou suas impressões ao dirigir o Biland:
"É de impressionar a performance do Biland. Os motores dois tempos são utilizados há muitos anos. Os preparadores conhecem todos os segredos deles. O Biland é um motor novo, que está começando a ser trabalhado agora, mas com desempenho equivalente ao da categoria Executive, que compete com motor Parilla refrigerado a água. É só "acertar direitinho" o chassi, que o Biland vai "virar" igual, ou mais rápido que muito kart de dois tempos. Ele é um pouco mais lento no final de reta, mas de"miolo" é muito forte. Tem bom torque, com retomada progressiva e forte. É um "puro sangue". Fiquei interessado em participar do Biland Challenge". (*)
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(*) Excerto do artigo "Granja Viana - Testamos o Biland", da autoria de Claudio Reis, "in" Planet Kart.

Data :18-1-2002


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